Litoral Paulista realiza atraso contra a reforma administrativa, PLR e perseguições no Sistema Petrobrás

Petroleiros em luta!

A manhã desta quarta-feira (28) começou com mobilização nas bases do Litoral Paulista. A luta é contra a reforma administrativa, privatizações, demissões e perseguições no sistema Petrobrás e contra a proposta de PLR.

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista se uniu aos trabalhadores e trabalhadoras, entidades do funcionalismo federal, estadual e municipal contra a reforma administrativa (PEC 32/2020) – enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional. A proposta, chamada pelo governo de PEC da Nova Administração Pública, tem o claro objetivo de desmantelamento e precarização do serviço público. Os sindicatos filiados à FNP também planejam várias atividades para o dia.

A classe trabalhadora tem sido o alvo do atual governo alvo que vem promovendo sucessivos ataques feitos através da retirada de direitos trabalhistas e previdenciários.

Durante a mobilização, realizada na Refinaria Presidente Bernardes e UTE Euzébio Rocha, nos Terminais da Alemoa e Almirante Barroso da Transpetro e na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, a diretoria do Sindipetro-LP falou da intenção dos gestores da Petrobrás ao tentar enfiar goela abaixo da categoria a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) vinculada com o sistema de consequências. Em pauta também as punições que andam ocorrendo em todo o Sistema Petrobrás como é o caso de quatro trabalhadores, que também são dirigentes sindicais,  da Refinaria Gabriel Passos (Regap) que tomaram suspensões sob alegações vazias o que demonstra claramente que o intuito da alta cúpula da empresa é calar a voz da força de trabalho.

No Litoral Paulista também aconteceu caso semelhante. No mês de abril seis petroleiros da P-67 sofreram demissões arbitrárias e ilegais por exerceram o direito de greve na última mobilização nacional da categoria. Um dos efeitos da greve, realizada entre os dias 1º e 20 de fevereiro, é a suspensão dos contratos de trabalho. Ainda assim, em sua justificativa para as demissões, a empresa alegou "abandono do posto de serviço no dia 7 de fevereiro", ficando evidente que são demissões políticas em função do movimento. O corpo jurídico do Sindicato reverteu a situação e todos foram reintegrados.

Na Baixada Santista
Nesta quarta-feira, 28/10, Dia dos Servidores e Servidoras, a Frente Sindical Classista juntamente com os (as)  trabalhadores (as) do funcionalismo público e todos que defendem o serviço público novamente ocupam as ruas da Baixada Santista contra a reforma administrativa. O objetivo das mobilizações é lutar contra o desmonte de direitos sociais fundamentais como educação, saúde e assistência social.

Confira a programação:

12h | Caminhada pela Av. 9 de Abril, Cubatão

18 | Ato em Santos (Concentração Estação Cidadania)