Petroleiros do Litoral Paulista autorizam assinatura do ACT - Notcias | SindiPetro-LP
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Petroleiros do Litoral Paulista autorizam assinatura do ACT

Petroleiros do Litoral Paulista autorizam assinatura do ACT

Em assembleia

Petroleiros do Litoral Paulista autorizam assinatura do ACT

Em assembleia nesta quinta-feira (11), os petroleiros do Litoral Paulista autorizaram a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Alm disso, tambm aprovaram o fim da Assembleia Permanente e a cobrana assistencial de 2% sobre a RMNR dos no scios.

Os indicativos da Federao Nacional dos Petroleiros (FNP), todos eles aprovados por ampla maioria, foram apreciados pelos trabalhadores presentes na sede da entidade, em Santos, e na subsede, em So Sebastio, alm das plataformas de Merluza, Mexilho e P66.

A categoria, que rejeitou todas as propostas ao longo da campanha reivindicatria, acompanhou a avaliao da FNP de que no h mais condies de avanar. Nesta deciso, dois elementos so centrais: o cenrio nacional desfavorvel para a deflagrao de uma greve aps a aprovao nas bases da FUP; ter parte da categoria exposta indefinidamente aos marcos da CLT, uma vez que o atual acordo no foi prorrogado – herana direta da contrarreforma trabalhista.

Com razo, a categoria e FNP seguem considerando a ltima minuta da empresa muito ruim. Sentimento, alis, compartilhado nacionalmente por amplos setores da categoria. Basta lembrar que em diversas bases fupistas as direes sindicais tiveram dificuldade para convencer a categoria a aprovar a proposta. Norte Fluminense, Esprito Santo e Minas Gerais, bases importantes, foram os maiores exemplos.

A insatisfao justa. Seguindo risca a cartilha de ajuste fiscal de Temer, Pedro Parente imps sobre os trabalhadores a perda de direitos importantes. Dentre eles, reajuste abaixo da inflao pelo segundo ano consecutivo; ataques na AMS e Benefcio Farmcia; perda salarial com a alterao compulsria do auxlio-almoo para vale-alimentao; excluso da clusula que garantia ao trabalhador de turno no ficar negativado no retorno das frias; recusa em garantir na clusula 42 que no haver demisses coletivas no Sistema Petrobrs.

Em nossa opinio, com uma forte greve era possvel conquistar avanos nesses itens. Alis, esta uma lio importante que devemos tirar dessa campanha: s a mobilizao ser capaz de reverter os ataques que o conjunto dos trabalhadores vem sofrendo.

No foram apenas os petroleiros que no reuniram as foras necessrias para derrotar os ataques sofridos. Nacionalmente, os trabalhadores das mais diversas categorias, os ativistas dos mais variados movimentos sociais, enfrentaram e enfrentam o mesmo problema. Resistimos muito em 2017, lutamos muito, mas no o suficiente para barrar a lei da terceirizao, a reforma trabalhista e outros golpes de Michel Temer sobre ns.

O perodo que vivemos marcado por uma brutal ofensiva dos governos e patres sobre os nossos direitos, recursos naturais e patrimnio pblico. Vivemos um novo patamar de explorao. E neste cenrio a Petrobrs e os petroleiros tm papel de destaque. Devemos fazer valer nosso protagonismo enquanto categoria de tradio e luta para transformar 2018 no ano da virada.

E isso se faz com luta, organizao e a resistncia unificada da classe trabalhadora. Neste incio de ano, alm da luta permanente contra a privatizao da Petrobrs, temos outro desafio importante pela frente: a luta contra a reforma da previdncia.

Juntos, podemos mudar o jogo. Juntos, somos mais fortes. A luta continua!

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