Petroleiros do Litoral Paulista não autorizam o sindicato assinar o termo de quitação da PLR

Aprovado assembleia permanente e estado de greve

Os petroleiros do Litoral Paulista decidiram, por ampla maioria, não autorizar o sindicato a assinar o termo de quitação da Participação de Resultados da Petrobrás (PR). A votação da assembleia, calculando os votos das plataformas P-66, Merluza e Mexilhão, sede e subsede foi de 11 votos a favor, 103 contras e três abstenções.

Uma das razões apontadas pela categoria para negar a quitação da PLR foi a tentativa da empresa de estabelecer um novo cálculo para o pagamento de PLR, considerando apenas a soma da Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) mais o que for maior, Adicional por Tempo de Serviço (ATS) ou Função Gratificada. No novo conceito apresentado, a empresa não leva as horas extras em consideração, o que na prática favorece aos cargos gerenciais e prejudica os demais trabalhadores.

Na fórmula vigente no regramento da PLR, no caso da empresa não ter lucro e se todas as metas tivessem sido alcançadas, o valor da PLR é de metade da remuneração do empregado, acrescido de metade do menor valor pago da PLR no exercício anterior. No conceito de remuneração vigente o cálculo prevê todas as remunerações que o empregado recebeu durante o ano, inclusive a média das horas extras.

A discussão pela PLR ficou secundária, frente a manifestação dos petroleiros quanto a privatização que ocorre na empresa. Diante do cenário de privatização anunciado pela Petrobrás, que colocou à venda quatro refinarias e 12 terminais Transpetro, dentre outros ataques, a categoria do Litoral Paulista votou também pela manutenção de assembleia permanente e ratificação do estado de greve.

Para a categoria, o momento deveria ser para construir uma greve nacional, não só de petroleiros, mas com todas as categorias ameaçadas pela venda de estatais, como pretende Michel Temer. Eletrobrás, Embraer e Correios são só algumas das grandes estatais prestes a serem entregues a empresas privadas.

Os petroleiros do Litoral Paulista reforçaram o que está sendo construído nacionalmente. É preciso uma mobilização de toda a categoria para barrar Pedro Parente que disse, com todas as letras, que a privatização na Petrobrás não pararia com a venda das quatro refinarias, terminais e Fafens.

Durante a assembleia, ficou clara a disposição do petroleiro para a luta contra a privatização da empresa!

Parabenizamos os trabalhadores e reforçamos o chamado para uma grande mobilização nacional: Todos pela Petrobrás!