Sindipetro-LP completa 55 anos de lutas

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, uma das entidades de maior referência no país, completa nesta quinta-feira, 19 de dezembro, 55 anos de luta. No decorrer dos anos, os petroleiros buscaram melhores condições de trabalho, de salário e brigaram pelas causas do povo brasileiro e de toda a humanidade, lutando pela soberania nacional e pelo resgate do monopólio do petróleo e por uma Petrobrás 100% Estatal.

Historicamente a categoria petroleira é uma das mais tradicionais do movimento sindical brasileiro e os trabalhadores da Petrobrás no Litoral Paulista são parte importante desta tradição. Foi aqui, por exemplo, que a greve de 1995 teve o seu ponto mais alto, sendo a RPBC (ocupada pelos petroleiros!) a última refinaria a encerrar aquela mobilização histórica. Foram 33 dias de resistência e luta contra o projeto neoliberal de FHC, contra a privatização de um dos maiores patrimônios do povo brasileiro.

O inícioA inauguração da RPBC, em 1955, trouxe a necessidade de uma organização dos trabalhadores para defender os interesses da categoria. Depois de inúmeras tentativas, em 1958, foi fundada a Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo e Produtos derivados de Cubatão, tendo como primeiro e único presidente o companheiro Zoaines de Moraes Filho.

Mas a Associação não foi o suficiente porque a RPBC estava desestruturada, a organização da categoria ainda estava aquém da necessidade dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, era importante o crescimento da refinaria. A fundação do sindicato era mais do que urgente para qualificar a luta e dar voz a categoria.

O Sindipetro-LP necessitava de mil assinaturas para referendar sua fundação, esse trabalho foi realizado pelo companheiro João Batista, que na época, após seu período de trabalho, convenceu cada petroleiro da unidade a tomar frente a luta.

Foi então que na Rua XV de Novembro, 118, Sindicato dos Bancários, noite do dia 19 de dezembro de 1958, presidida por Luiz Borba da Silva e secretariada por Geraldo Silvino, a Assembléia Geral Extraordinária da Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo e Produtos Derivados de Cubatão decretou seu próprio fim e fundou o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo e Produtos Derivados de Cubatão. Zoaines permaneceu na presidência, cargo que já desempenhava na Associação, até as primeiras eleições diretas. A Assembléia teve presença maciça da categoria. A fundação do Sindicato foi aprovada por unanimidade.

Depois deste processo, o Sindipetro-LP tem conseguido deixar sua marca na história do sindicalismo, mostrando que a luta nunca cessou desde sua fundação. Foi aqui, por exemplo, que a categoria defendeu com afinco a jornada de 6 horas; rejeitou o famigerado PCAC; fortaleceu a luta contra a exposição ao benzeno; e muitas outras batalhas protagonizadas pelos petroleiros da base do Sindipetro-LP.

Quando parabenizamos o Sindipetro-LP por sua história, por seus 55 anos de vida, parabenizamos na verdade a categoria petroleira, todos aqueles trabalhadores que ajudaram e ainda ajudam a manter esta entidade com um dos bastiões da luta contra a exploração, pela soberania nacional e pela defesa intransigente dos interesses da classe operária.