Sindipetro-LP realiza Congresso Regional no próximo dia 7. Participe!

Acontece no próximo dia 7 de junho, sábado, o Congresso Regional do Litoral Paulista. A atividade será realizada na sede do Sindipetro-LP, em Santos, a partir das 9 horas. Os debates que serão conduzidos servirão de acumulo para o Congresso Nacional da FNP, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano - com data e local ainda indefinidos.

Todos os petroleiros da base do Litoral Paulista estão convidados a participar deste espaço. Quanto maior a participação, mais rico o debate e melhor preparada sairá a categoria para os desafios que já se impõe antes mesmo da campanha reivindicatória deste ano. Preencha sua ficha de inscrição (clique aqui) e entregue na sede ou sub-sede até o dia 04 de junho.

Confira abaixo a programação

9 horas Café da Manhã

9h30 Debate: O papel dos trabalhadores frente à crise da PetrobrásConvidado: Silvio Sinedino, representante dos trabalhadores no C.A da Petrobrás, presidente da AEPET e membro eleito do Conselho da Petros (a confirmar)

11 horas Conjuntura do Movimento Sindical Petroleiro

12h30 Intervalo para Almoço

14 horas Desafios do ACT 2014: a política econômica da Petrobrás e a desvalorização salarial da categoria

15 horas Grupos de discussão e estudo das cláusulas do ACT

17 às 18 horas Fechamento, com resultado dos grupos e encaminhamentos

As tarefas do Congresso

Vivemos um ano histórico. Desde as jornadas de junho, que sacudiu o país em 2013 com milhões nas ruas, o cenário político e sindical brasileiro sofreu uma grande transformação. O sentimento de que é possível lutar e, mais ainda, vencer, moveu a classe trabalhadora brasileira para greves radicalizadas e vitoriosas.

Os garis e rodoviários do Rio de Janeiro, os operários do Comperj, em Itaboraí (RJ), os professores da USP, os servidores federais, os professores da rede municipal de São Paulo, os rodoviários da capital paulista... não faltam exemplos de categorias que se levantaram contra as condições degradantes de trabalho e por melhores salários. O sentimento de que só a luta muda a vida se multiplica com rapidez espantosa. Patrões e governos estão acuados.

Na categoria petroleira também temos um ano muito importante, logo após um 2013 marcado por uma forte greve contra o leilão de Libra. E, infelizmente, estamos no olho do furacão por razões alheias a nós - que somos os responsáveis por construir a maior empresa do país.

Há alguns meses a Petrobrás vem sendo alvo de uma campanha feroz da imprensa conservadora e da direita. De olho na eleição, esses setores buscam fragilizar o governo através dos ataques à empresa.

Evidentemente, é papel dos trabalhadores defender a empresa, ainda mais daqueles que sempre tentaram sucatear e privatizar a Petrobrás. Os anos sombrios da era FHC marcaram a categoria. Por isso, não podemos deixar que os erros e crimes cometidos por figuras da alta direção recaiam sobre mais de 400 mil trabalhadores - entre petroleiros diretos e terceirizados.

Entretanto, cabe aqui uma pergunta: como fazer essa defesa? Jogando a sujeira para debaixo do tapete, como propõe veladamente os governistas, que fazem isso para manter seus cargos e privilégios, ou exigindo uma apuração rigorosa dos fatos que seja alternativa e independente do grande palanque eleitoral que é a CPI?

Para nós, proteger a Petrobrás da corrupção e da privatização é defender uma empresa 100% estatal, sob controle dos trabalhadores e a serviço do povo brasileiro. É dessa forma que se combate a lógica do vale-tudo, do balcão de negócios, das negociatas que afeta a Petrobrás desde FHC até Dilma. Paulo Roberto Costa, ex-diretor preso recentemente, já havia sido denunciado pela FNP. A empresa nada fez contra ele, que foi indicado pelo PP - partido de Maluf.

É neste contexto turbulento e de grandes convulsões sociais que se realiza, em 7 de junho, na sede do Sindipetro Litoral Paulista, em Santos, o Congresso Regional da categoria petroleira - passo preparatório importante para o 8° Congresso Nacional da FNP, que acontecerá no 2º semestre deste ano.

Por isso, muito mais do que discutir a importante pauta histórica da categoria, que também está incluída na programação, é tarefa deste congresso debater a Petrobrás que queremos. Afinal, a própria luta econômica por melhores salários, por um PCAC melhor, por uma política que valorize realmente a categoria só pode ser realizada em uma empresa livre da privatização.

Os leilões de petróleo, a terceirização, o afretamento das plataformas na Bacia de Santos, o PROCOP e desinvestimentos são peças de um quebra-cabeça que, ao final, revelará uma só imagem: a privatização de uma das maiores conquistas do povo brasileiro, a Petrobrás. Precisamos organizar as lutas da categoria para este período. E esse congresso tem este papel.