Bancários iniciam greve em todo país

Começou nesta terça-feira (6) a greve nacional dos bancários, por tempo indeterminado. Ao todo, dos 3.995 da categoria ativa na Baixada Santista, 3.135 cruzaram os braços
A greve foi aprovada depois de cinco rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu 5,5% de reajuste aos bancários sobre os salários, a PLR e demais verbas de caráter salarial, mais abono de R$ 2,5 mil. A proposta, quase metade do acumulado da inflação, que chegou a 9,88% neste mês, foi rejeitada na mesa de negociação pelo Comando Nacional dos Bancários. Segundo o Sindicato dos Bancários de Santos e Região, esta é a pior proposta desde 2004.
Em Santos e Cubatão 90% das agências estão com as portas fechadas; em São Vicente, Guarujá e Praia Grande, 70% dos bancos aderiram à greve. Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Bertioga, seguem com 50% das agências fechadas. Em São Sebastião a maioria das agências não abriram, como há muito tempo não se via.
É mais um setor da economia nacional querendo colocar na conta dos trabalhadores um prejuízo que não tiveram. Como já virou jargão nas manchetes da imprensa, apesar da crise, os grupos financeiros registraram lucros estratosféricos.
Somados, os ganhos dos quatro maiores bancos (Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil) cresceram mais de 40% no primeiro semestre, na comparação com os primeiros seis meses de 2014. A soma do lucro dos banqueiros passa dos R$ 36 bilhões.
Hora de unir forças
Assim como a categoria petroleira, que gera bilhões de lucro para a Petrobrás e recebeu a pior proposta de ACT dos últimos tempos, os ataques aos banqueiros não param no percentual rebaixado de aumento salarial. O setor bancário também sofre risco de perder vagas de empregos para a terceirização, aclamada pelo Congresso Nacional como necessária para alavancar a economia do país e nivelá-lo a países desenvolvidos, um retrocesso nas relações de trabalho.
A ganância da patronal beira o absurdo, como se os trabalhadores fossem aceitar o descaso que durante o ano é praticado contra a categoria também em um momento em que temos o poder de conduzir as negociações.
Basta de prejuízos para o trabalhador! Neste momento de entrave nas negociações salarias das categorias, em pleno exercício da data base, devemos unir forças por uma mobilização geral, assim como em 1995.
A história se repete e dessa vez não vamos pagar a conta. Força, bancários!

Começou nesta terça-feira (6) a greve nacional dos bancários, por tempo indeterminado. Ao todo, dos 3.995 da categoria ativa na Baixada Santista, 3.135 cruzaram os braços.

A greve foi aprovada depois de cinco rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu 5,5% de reajuste aos bancários sobre os salários, a PLR e demais verbas de caráter salarial, mais abono de R$ 2,5 mil. A proposta, quase metade do acumulado da inflação, que chegou a 9,88% neste mês, foi rejeitada na mesa de negociação pelo Comando Nacional dos Bancários. Segundo o Sindicato dos Bancários de Santos e Região, esta é a pior proposta desde 2004.

Em Santos e Cubatão 90% das agências estão com as portas fechadas; em São Vicente, Guarujá e Praia Grande, 70% dos bancos aderiram à greve. Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Bertioga, seguem com 50% das agências fechadas. Em São Sebastião a maioria das agências não abriram, como há muito tempo não se via.

É mais um setor da economia nacional querendo colocar na conta dos trabalhadores um prejuízo que não tiveram. Como já virou jargão nas manchetes da imprensa, apesar da crise, os grupos financeiros registraram lucros estratosféricos.

Somados, os ganhos dos quatro maiores bancos (Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil) cresceram mais de 40% no primeiro semestre, na comparação com os primeiros seis meses de 2014. A soma do lucro dos banqueiros passa dos R$ 36 bilhões.

Hora de unir forças Assim como a categoria petroleira, que gera bilhões de lucro para a Petrobrás e recebeu a pior proposta de ACT dos últimos tempos, os ataques aos bancários não param no percentual rebaixado de aumento salarial. A categoria também sofre risco de perder vagas de empregos para a terceirização, aclamada pelo Congresso Nacional como necessária para alavancar a economia do país e nivelá-lo a países desenvolvidos, um retrocesso nas relações de trabalho.

A ganância da patronal beira o absurdo, como se os trabalhadores fossem aceitar o descaso que durante o ano é praticado contra a categoria também em um momento em que tem o poder de conduzir as negociações.

Basta de prejuízos para o trabalhador! Neste momento em que a patronal e os governos tentam despejar a conta da crise em nossas costas, devemos unir forças por uma mobilização geral.

A história se repete e dessa vez não vamos pagar a conta. Força, bancários! A tua luta é a nossa luta!