Litoral Paulista repudia assédio da gerência da Revap às mobilizações do Sindipetro-SJC

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) repudia as medidas antissindicais praticadas pela gerência da Refinaria Henrique Lage (Revap), que mais uma vez tenta coibir as manifestações dos trabalhadores em defesa de seus direitos e contra a venda de ativos e desinvestimento.

Dentre as formas de coação, a gerência da Revap cortou autorização para táxi, para o retorno do interstício; limitou a lista de dobras apenas para seus preferidos; suspendeu o código de brigada, que dá aos brigadistas o direito de escolher dois dias de folga por ano; suspendeu as trocas, permitidas para os petroleiros que por algum motivo particular precisam trocar o dia de folga; e mais: limitou as assembleias a uma hora e meia, punindo com falta os petroleiros que permanecerem nas reuniões após este período.

Devido à forte pressão feita pelos petroleiros dos Sindicatos da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que têm se mobilizado com atrasos, cortes de rendição e de emissão de Permissão de Trabalhos (PT), entre outras formas de protestos, o alto comando da Petrobrás vem autorizando represálias aos trabalhadores, ignorando as normas trabalhistas, Constituição Federal e tratados internacionais das Organizações do Trabalho, em nome do lucro de acionistas e investidores. Lucro este conquistado com a dedicação e sacrifícios dos trabalhadores, que nada mais querem do que uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho digna e uma política de gestão da companhia que defenda os interesses do Brasil.

Petroleiros, não deixem que as investidas contra as mobilizações em defesa de nossos direitos sejam motivo para cessar as mobilizações. Pelo contrário! Cada ataque registrado nas bases que estão se mobilizando demonstra que nós temos sim o poder de conduzir esta empresa com a força e coragem que ela merece ser direcionada.

Se os engomados da cúpula não são capazes de enfrentar os desafios pelos quais a Petrobrás passa, vamos mostrar com a luta, engrossando cada vez mais as mobilizações em defesa da companhia e de um ACT digno, que a força de trabalho continua com disposição e capacidade de conduzir a Petrobrás à sua vocação de maior empresa de energia do mundo.