Sindipetro-LP faz atrasos para atualizar categoria sobre PLR, desconto de greve e Benefício Farmácia

Giro na base

A diretoria do Sindipetro-LP têm feito atrasos de cerca de uma hora, desde a terça-feira (26), para conversar com a categoria sobre as reuniões de negociação de PLR, Benefício Farmácia e desconto dos dias parados pela greve (Leia matéria completa aqui). Nesta quarta, o atraso foi com o pessoal do administrativo da RPBC.

Também foram distribuídos o boletim especial de O Petroleiro, que relata alguns dos problemas da unidade em Cubatão. Vazamento de gases tóxicos, acidentes com fraturas, assédio e descaso aos brigadistas, CIPA atacada pela gerência, invasões na refinaria, furtos e uma série de outros incidentes que causam apreensão aos trabalhadores foram denunciados no boletim.

A FNP afirmou em mesa e reforçamos para os trabalhadores durante os atrasos que não aceitaremos o desconto dos dias parados pela greve. A empresa ignorou as reivindicações dos trabalhadores, oferecendo uma acordo em que não havia ganhos, só perdas. Também foi a diretoria da Petrobrás que forçou a greve, já que fechou os canais de comunicação com a categoria, voltando a negociar apenas quando anunciamos o início da mobiliações.

Devemos continuar as mobilizações e mostrar para o governo e diretoria executiva que não aceitaremos o avanço da privatização e sucateamento de nossa força de trabalho. Fizemos uma greve forte, que foi capaz de provocar ajustes no Plano de Negócios e Gestão da companhia (PNG),  devido a resistência da categoria, que barrou uma das metas da diretoria e Conselho de Administração, que era reduzir salários e benefícios.

Temos hoje em Cubatão o reflexo do que é a privatização na vida dos trabalhadores. Conforme havia anunciado no final do ano passado, a Usiminas começou a demitir milhares de trabalhadores. A previsão é que mais de quatro mil homens e mulheres serão demitidos e o que era uma das siderúrgicas mais importantes do país se tornará pátio de contêineres.

Sabemos que a cúpula da empresa quer transformar a companhia exclusivamente em exploradora do petróleo, deixando para a iniciativa privada o refino, distribuição e transporte de combustíveis. Caberá a nós o embate.

A luta contra a venda da Transpetro não deve ser travada apenas pelos próprios da companhia, mas por todo trabalhador petroleiro do Sistema Petrobrás, que não estão a salvo do desenvestimento.