Todo apoio à luta dos estudantes das universidades de São Paulo

Greves e Ocupações

Nas Universidades Estaduais Paulistas começou a mobilização contra o desmonte da Universidade e os cortes de verba para a educação. Entre os trabalhadores a luta contra o arrocho salarial, em defesa dos empregos e contra a repressão e pela liberdade de organização sindical e política ganha peso. Por parte dos estudantes, a luta por permanência estudantil, cotas raciais e condições de estudo é o fator mobilizador junto da solidariedade ao movimento dos trabalhadores.

Na última semana, estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Presidente Prudente, ocuparam a diretoria do campus da instituição e aderiram a um forte movimento de greve. Os alunos reivindicam melhorias em benefícios estudantis como também no próprio campus.  Além do repasse de verbas referentes a bolsas de estudos, cortadas nos últimos anos, os alunos cobram a construção de um novo bloco de moradia estudantil e o aumento de mais 200 refeições até o fim deste ano no Restaurante Universitário do campus.

Na Unicamp foi anunciado o corte de 40 milhões e diante disso os alunos também ocuparam a reitoria, com uma mobilização que se estende há mais de um mês. Na USP esses cortes acumulados são ainda maiores e os estudantes também vão à luta. Cerca de cem estudantes e funcionários realizaram um protesto em frente ao portão 1 da Cidade Universitária no começo da manhã desta quinta- feira (9), no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. A entrada principal da universidade e as demais foram fechadas. A universidade sofre com a ameaça de fechamento das creches e da Escola de Aplicação, o desmonte da Prefeitura, a terceirização dos restaurantes e o sucateamento do Hospital Universitário com a perspectiva de sua desvinculação, tudo com o objetivo de demissão em massa. Na UNESP o principal alvo dos cortes tem sido a permanência estudantil, justamente no momento em que se aumenta o número de cotistas.

Nas três universidades a perseguição contra os estudantes e trabalhadores tem sido dura. Na USP, em particular, o SINTUSP recebeu uma ameaça de despejo de sua sede. De maneira arbitrária e unilateral, a Reitoria quer atacar a organização sindical e política dos trabalhadores da USP ameaçando, sem justificativa, o desalojamento forçado da sede na qual ele se encontra há mais de 50 anos.

Desde o início do ano todas as categorias têm se mobilizado. Essa forte movimentação entre estudantes e trabalhadores das universidades, no lastro das ocupações realizadas pelos secundaristas de SP, nos enche de orgulho e nos mostram o caminho. O Sindipetro-LP apoia a luta dos estudantes e se mostra solidário às suas reivindicações que têm profunda conexão com a luta dos petroleiros: derrotar o desmonte do Estado!

Com informações do Esquerda Diário