Mobilização
Os petroleiros e petroleiras do Litoral Paulista amanheceram de braços cruzados, nesta terça-feira (16), nas unidades da Transpetro. A paralisação, de duas horas atingiu os terminais Alemoa (Santos), Pilões e Bacub (Cubatão) e Tebar (São Sebastião).
A escolha das bases da Transpetro como palco das paralisações tem um significado simbólico importante: juntamente com a BR Distribuidora, a Transpetro está no olho do furacão do pacote de privatizações de Temer/Parente.
Na base da BR Distribuidora em Cubatão (Bacub), que iniciou uma greve de cinco dias na segunda-feira (15) e tem por objetivo evitar que 51% dos ativos da distribuidora de combustível sejam vendidos para o setor privado, a participação do Sindipetro-LP foi em apoio aos trabalhadores e ao Sindiminérios, que organiza a mobilização.
O sindicato reservou parte das mobilizações para falar com os trabalhadores terceirizados das unidades. Neste momento em que parte importante dos ativos da Petrobrás são vendidos não são apenas os trabalhadores próprios da companhia que estão sendo atingidos, mas os trabalhadores terceirizados são os primeiros a sentirem o efeito da crise provocada em nome da privatização.
Às vésperas do período do acordo coletivo da categoria petroleira, as mobilizações cumprem o importante papel de reunir os trabalhadores contra o desmonte iniciado pelo governo Dilma e na gestão Bendine e que se efetiva a toque de caixa por Pedro Parente e Michel Temer.
A mobilização aconteceu uma semana após a Caravana Unitária de Lutas, que durante toda a semana passada percorreu seis unidades do Sistema Petrobrás no estado de São Paulo, entre refinarias, terminais e distribuidoras. A luta é de todos! Juntos somos mais fortes!
