Todo apoio à greve dos bancários! Pela unificação das categorias em luta

Solidariedade

Com grande adesão da categoria, completa nesta terça-feira (13) oito dias de greve dos bancários. A situação em Santos é de 90% da categoria paralisada. Nas demais cidades da Baixada Santista as paralisações atingem 70% das agências.

Nas duas apresentadas até agora, os bancos – setor que mais lucra no Brasil – tentaram impor perdas aos trabalhadores. A primeira proposta foi de 6,5% de reajuste mais R$ 3 mil de abono – perda de 2,8% para a inflação que até então estava projetada em 9,57%. Rejeitada em assembleias por unanimidade no país todo, levou à greve dia 6. A segunda veio na sexta-feira 9: índice de 7% mais abono de R$ 3.300 – perda de 2,39% para uma inflação agora já fixada em 9,62% (INPC).

A proposta foi rejeitada pelo Comando na mesa de negociação, já que essa política de reajuste rebaixado levaria a categoria bancária à mesma situação vivida nos anos 1990, de grandes perdas para os trabalhadores. O pagamento de uma parcela de abono não se reflete em férias, 13º, FGTS, VA, VR, auxílios, previdência. Além disso, pelo proposto, as regras para a PLR continuariam as mesmas de 2015 e o vale-cultura seria extinto a partir de dezembro. A Fenaban também não trouxe resposta para reivindicações fundamentais para os bancários, como a proteção aos empregos, mais contratações, melhores condições de trabalho, mais saúde, segurança, fim da desigualdade entre homens e mulheres, auxílio-creche maior, vale-refeição durante a licença-maternidade.

“O que há nas negociações por parte dos bancos é desrespeito com os trabalhadores e tentativa de desvalorizar os salários, direitos e benefícios. Esta política de abono em parceria com índice abaixo da inflação já foi utilizada no governo de FHC e reduziu em mais de 100% os salários da categoria, principalmente dos funcionários do Banco do Brasil e empregados da Caixa Econômica Federal. Por isso, não podemos tolerá-la, ainda mais sabendo que no ano passado os cinco maiores bancos brasileiros lucraram quase R$ 70 bilhões! O lucro é 16,2% maior que o alcançado em 2014”, diz Eneida Koury, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

A perversidade do Abono Salarial
Petroleiros e trabalhadores dos Correios, que possuem a data-base também em setembro, devem enfrentar o mesmo problema em suas campanhas. A orientação geral, dos governos e patrões, é jogar nas costas dos trabalhadores a conta de uma crise que não produzimos. Por isso, é fundamental que as três categorias articulem uma greve nacional unificada, o que por conseqüência fortaleceria a construção da necessária greve geral para parar este país e derrubar o ilegítimo governo Temer.

Todo apoio aos bancários em luta!

Principais reivindicações dos Bancários (as)
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de reajuste;
PLR: 3 salários mais R$8.317,90;
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último);
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo);
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês;
- 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês;
Melhores condições de trabalho com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários;
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas;
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários;
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Com informações da Intersindical