Por um reajuste digno
A cidade de Santos amanheceu nesta quinta-feira com greve, por tempo indeterminado, dos servidores municipais.
A decisão, tirada em assembleia no dia 23 de fevereiro, é uma represália contra a proposta indecente de corrigir em 5,65% (índice inflacionário), os valores da cesta básica e do auxílio alimentação e reajuste zero sobre os salários. Os trabalhadores exigem, no mínimo, a recomposição salarial da inflação acumulada nos últimos 12 meses (5,35%).
O prefeito Paulo Barbosa afirma que não é possível conceder reajuste digno por causa da crise econômica. Entretanto, não é verdade. O orçamento municipal teve um aumento de 8% em relação a 2016 (2,7 bilhões de reais este ano, frente a 2,5 bilhões anos passado), sendo o maior orçamento da história da cidade. Além disso, o limite prudencial para gastos com folha de pagamento está em torno de 44% (o limite é 51%).
A última greve geral do serviço público ocorreu em 1995, durante a gestão do ex-prefeito David Capistrano. Em busca de melhores remunerações, a categoria, em quase sua totalidade, cruzou os braços por quase 30 dias. Na ocasião, as perdas do funcionalismo giravam em torno de 150% a 230%.
O Sindipetro-LP apoia a luta desses 12 mil companheiros!
