Mais um dia
Mais um dia de caos marcou a rotina dos petroleiros que dependem do Aeroporto de Jacarepaguá para embarcar rumo às plataformas. Nesta terça-feira (4), o cenário foi de desespero e indignação: apenas oito aeronaves estavam disponíveis para dez voos previstos apenas no período da manhã. O que já estava ruim ficou ainda pior quando o aeroporto fechou para decolagens, obrigando todos os trabalhadores a desembarcarem.
A gestão da Petrobrás e da UO-BS parece não ter limites para o descaso com seus empregados. Em vez de garantir a manutenção adequada das aeronaves e a segurança operacional, a empresa tem empurrado os custos da sua desorganização para os ombros dos trabalhadores. O resultado é um verdadeiro colapso logístico: petroleiros que não conseguem embarcar e desembarcar, perdem passagens aéreas, ficam aguardando hospedagem e alimentação presos no aeroporto em um verdadeiro limbo — e, para piorar, enfrentam a resistência das empresas em pagar o interstício e as horas extras geradas pelos atrasos.
A situação virou uma baderna generalizada. A insatisfação é crescente e, diante desse cenário, muitos petroleiros já se mobilizam para uma possível greve em defesa de condições mínimas de trabalho e respeito.
Passou da hora da gestão da Petrobrás e da UO-BS pararem de afrontar seus próprios trabalhadores e garantirem a estrutura necessária para que o embarque e o desembarque ocorram com segurança, planejamento e dignidade. As reclamações se acumulam há meses e o problema parece uma novela mexicana sem fim — marcada por improvisos, falta de gestão e desrespeito.
O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista segue batendo firme nas negociações e cobrando providências imediatas para que essa situação seja solucionada de vez. Os trabalhadores não podem continuar sendo penalizados pela má gestão de quem deveria garantir o mínimo: condições dignas para trabalhar.
