Assédio durante a greve: gestores da P-70 atacam trabalhadores e tentam intimidar o direito de greve

Ataques

Mesmo sendo a greve um direito legítimo e constitucional de todo trabalhador, gestores ligados à P-70 seguem demonstrando que ainda não compreenderam esse direito — ou fingem não compreender. Trabalhadores em greve têm relatado mensagens diretas, insistentes e intimidatórias, enviadas em números pessoais de WhatsApp, com o objetivo claro de pressionar, constranger e tentar enfraquecer o movimento grevista.

Entre as práticas denunciadas estão cobranças indevidas, tentativas de impor curso pendente durante a greve, mudanças unilaterais de local de embarque e exigência de “ciência” de informações operacionais, tudo isso no meio de uma paralisação legalmente constituída. A orientação é clara: não responder a esse tipo de abordagem, pois se trata de assédio, e encaminhar o número do assediador a um dos diretores do Sindipetro-LP.

Os diretores do Sindicato farão o contato com o gestor envolvido, deixando claro que direito de greve não é brincadeira, que assédio é prática ilegal e que esse tipo de conduta não será tolerada.

É importante lembrar aos gestores que eles também são trabalhadores. E mais: todo resultado positivo conquistado nesta greve chegará igualmente ao holerite deles, mês após mês. Ainda assim, optam por atacar colegas de categoria em vez de defender condições dignas de trabalho.

Fica a pergunta inevitável: se, mesmo à distância, com o trabalhador exercendo um direito legal, esse tipo de gestor se sente à vontade para assediar, o que não faz no dia a dia, confinado em uma plataforma? Que tipo de ambiente de trabalho está sendo imposto aos trabalhadores e trabalhadoras offshore?

Assédio é conduta ilícita grave e deve ser tratado como tal. A responsabilidade não é apenas individual. Responde o gestor que pratica o assédio e responde a empresa que permite, tolera e mantém um ambiente de trabalho insalubre, dando espaço para que práticas autoritárias e abusivas se repitam.

A Diretoria do Sindipetro-LP seguirá atenta, denunciando cada caso, exigindo providências e cobrando que a Petrobrás assuma sua responsabilidade. Greve não é errado. Assédio, sim.

A greve segue firme. A intimidação não passará.