Em mesa
A Diretoria do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista voltou a cobrar soluções concretas para o quadro reduzido e a sobrecarga de trabalho no laboratório da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão. Em reunião realizada no dia 9 de fevereiro com a gerência de otimização da unidade, os dirigentes reforçaram que a situação já ultrapassou o limite do aceitável e exige medidas imediatas para proteger a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores e garantir a segurança operacional.
Participaram do encontro diretores de base do laboratório e diretores liberados do Sindicato, que apresentaram um panorama construído a partir de setoriais e debates com a categoria. Foi destacado que o efetivo insuficiente no turno, somado ao acúmulo de tarefas e à indefinição sobre critérios de movimentação interna, tem intensificado a pressão sobre as equipes e agravado o desgaste no dia a dia.
Entre os pontos centrais defendidos está a necessidade de que a entrada dos novos técnicos aprovados no último concurso seja efetivamente utilizada para reprimeirizar as equipes do laboratório, contribuindo para reduzir a sobrecarga atual e recompor os grupos de trabalho. O Sindipetro-LP também ressaltou que a força de trabalho precisa ter participação ativa no planejamento dos treinamentos, garantindo que os novos profissionais sejam preparados de forma adequada e possam, no menor prazo possível, reforçar as equipes hoje desfalcadas.
A gerência escutou, de forma geral, o diagnóstico apresentado sobre os problemas estruturais do laboratório e afirmou que será necessário construir alternativas para reorganizar o setor. Ficou encaminhada a realização de uma nova reunião dentro de um mês, quando deverá ser apresentado um plano para o futuro do laboratório, considerando a retomada da primeirização das equipes e a transição com a entrada de um novo contrato prevista para julho.
Sobrecarga e recomposição das equipes
A gerência explicou que 2026 será um ano voltado à organização da primeirização de análises e rotinas, a partir da chegada dos novos técnicos. Para isso, será fundamental recompor as equipes desfalcadas nos últimos anos. Houve o compromisso de desenhar uma solução de curto prazo para garantir, no mínimo, três técnicos por grupo de turno, como forma de reduzir a sobrecarga atual.
Também foi apontado que a ausência de uma divisão de serviços mais fixa por bancadas dificulta a organização do trabalho. A gerência afirmou que pretende construir uma proposta sobre o tema, com a participação de técnicos experientes. Em relação aos critérios de ida para o turno, houve concordância de que é necessário estabelecer parâmetros mais claros, tendo o tempo de casa como fator relevante, inclusive entre as turmas mais recentes.
Treinamentos e cursos
A gerência informou que os novos técnicos foram distribuídos emergencialmente para atender equipes com maior necessidade, mas garantiu que o treinamento em regime administrativo não impedirá que pleiteiem vagas no turno quando estas surgirem.
Foi destacado ainda que, ao longo do ano, poderá haver necessidade de deslocamento de trabalhadores do turno para o horário administrativo para realização de treinamentos e implantações. A gerência reforçou que cursos não devem ser realizados concomitantemente ao trabalho e reconheceu a importância de viabilizar também o treinamento de técnicos mais antigos em outras áreas, sem ampliar a sobrecarga existente.
Pesquisa de ambiência
Questionada sobre o resultado negativo da pesquisa de ambiência 2025 no laboratório, a gerência informou que será estruturado, junto ao RH, um plano de ação específico para o setor. A previsão é que o plano seja concluído até o final de março, com execução ao longo de seis meses ou até o fim do ano.
Outros encaminhamentos
Segundo a gerência, após a consolidação dos planos de recomposição das equipes, poderão ser discutidos outros temas, como a possibilidade de teletrabalho para equipes administrativas e para a equipe de CQA em regime de turno. Também foi informado que serão necessárias duas pessoas para compor a chamada “equipe recebedora” do novo laboratório, responsável por acompanhar os aspectos técnicos antes e durante a construção da nova estrutura.
Manter organização e mobilização
O Sindipetro-LP seguirá cobrando que os compromissos anunciados se transformem em medidas concretas. A diretoria reforça que qualquer avanço só é possível quando há organização, mobilização e cobrança permanentes dos trabalhadores. Nada é concedido espontaneamente. Por isso, é fundamental que a categoria permaneça unida, fortalecendo o coletivo e mantendo a vigilância para garantir condições dignas de trabalho, valorização da força de trabalho e um ambiente saudável e seguro no laboratório.
