“Gatas” no Terminal de Santos:
Nesta semana, a Diretoria do Sindipetro-LP esteve no Terminal de Santos após ser acionada por trabalhadores das empresas contratadas PCI e Slopss. Segundo os relatos recebidos, a situação exige apuração e providências urgentes.
Na PCI, trabalhadores informam atrasos salariais, ausência de recolhimento de FGTS e descumprimento de acordo de parcelamento de verbas rescisórias. De acordo com os empregados, a empresa teria desligado trabalhadores, assumido compromisso de pagamento parcelado e não cumprido o acordo. A força de trabalho que permanece no contrato também relata atrasos de salários e benefícios. Ainda segundo os trabalhadores, a promessa de regularização anunciada na última sexta-feira (27) não se concretizou.
Na Slopss Transportes e Serviços Marítimos, os trabalhadores relatam ausência de representação sindical formal, mais de seis meses sem depósito de FGTS, não entrega de holerites, descontos de empréstimo consignado sem o devido repasse às instituições financeiras — situação que, segundo os próprios empregados, teria levado alguns à negativação no Serasa —, férias em atraso, dificuldades no uso do plano de saúde por falta de pagamento e salários abaixo da Tabela Unificada.
Também foram apontadas distorções envolvendo empresas que operam sob diferentes convenções coletivas, aplicando aquela que lhes seria mais vantajosa, enquanto negariam isonomia aos trabalhadores. Soma-se a isso o fechamento do restaurante industrial no terminal, medida que, na avaliação dos empregados, impacta diretamente as condições de alimentação em uma área industrial de alta complexidade.
Os trabalhadores também destacam que, segundo informações internas, a Transpetro realiza os pagamentos contratuais regularmente. Diante disso, questionam como estariam ocorrendo os atrasos de FGTS e os não repasses de consignados, apontando possível falha na fiscalização contratual.
O Sindicato encaminhou ofício à gerência dos terminais de Santos e Cubatão e à área de Relações Sindicais, solicitando esclarecimentos formais, apuração das denúncias e regularização imediata das pendências relatadas, além da abertura urgente de diálogo para atendimento das reivindicações apresentadas.
Contratações e responsabilidade na cadeia produtiva
Os relatos que chegam ao Sindicato se somam a outras ocorrências registradas em unidades do Sistema Petrobrás, envolvendo empresas terceirizadas que, segundo trabalhadores, enfrentam dificuldades para honrar compromissos trabalhistas básicos.
Para o Sindipetro-LP, é fundamental que a Petrobrás e a Transpetro esclareçam os fatos e garantam fiscalização rigorosa dos contratos sob sua responsabilidade. O Sindicato acompanhará as negociações e não descarta, junto a outras bases onde situações semelhantes vêm sendo relatadas, a construção de mobilização em âmbito nacional.
Trabalhador não pode arcar com prejuízos decorrentes de contratos mal fiscalizados.
Se você enfrenta situação semelhante, procure o Sindicato. A organização coletiva é o caminho para garantir direitos e dignidade.
