Gestão da UTGCA impõe redução de efetivo com base na carga de processamento da unidade

Reunião sobre parada remarcada

A gestão da UTGCA apresentou, em reunião com o Sindicato no dia 18 de março, a intenção de reduzir o número de referência de operadores por grupo de 13 para 11, podendo chegar, em alguns cenários, a apenas 9 técnicos por grupo.

A reunião havia sido convocada para tratar da parada de manutenção da unidade, mas a gestão da UTGCA aproveitou o encontro para promover uma rediscussão sobre o efetivo operacional, com base no termo de compromisso firmado em 2025, que prevê um acompanhamento periódico sobre o tema. A discussão específica sobre a parada ficou remarcada para o dia 26 de março, quinta-feira. 

Como justificativa para a proposta de redução do efetivo, a gerência apontou a queda na carga de processamento da unidade, atualmente em cerca de 5,5 milhões de metros cúbicos por dia, o que representa aproximadamente 25% da capacidade nominal da planta.

A intenção de reduzir o efetivo foi ratificada em 23 de março, por meio de documento encaminhado ao Sindicato, intitulado “Complemento à Carta de Compromisso”, no qual a empresa formaliza, unilateralmente, a diminuição do número de trabalhadores na operação.

Diante disso, o Sindicato definiu que irá mobilizar todos os grupos da UTGCA, com atrasos operacionais, para abrir a discussão sobre novas medidas políticas e jurídicas capazes de barrar a iniciativa, caso essa seja a decisão da categoria.

Segundo a gerência, a redução da carga está relacionada às exigências da ANP quanto à especificação do gás ofertado. Para o Sindicato, porém, o problema não é recente e reflete a falta de investimentos e adequações na unidade ao longo dos últimos anos, não podendo ser tratado como uma condição técnica passageira.

Na avaliação da entidade, o fato de a UTGCA estar operando com cerca de 25% da sua capacidade não justifica a redução de efetivo. A baixa carga não elimina a necessidade permanente de segurança, prontidão operacional e cuidado com a integridade das instalações, tampouco retira o caráter estratégico da unidade.

Para o Sindicato, a segurança operacional da UTGCA deve ser tratada como prioridade. Não se trata apenas de números ou de postos de trabalho, mas de uma realidade em que a sobrecarga das equipes sempre foi uma constante e exigiu, historicamente, a luta da categoria em defesa da segurança.

O Sindicato seguirá debatendo com a categoria a melhor forma de atuação diante dessa postura intransigente por parte da empresa.