Queremos paridade!
A diretoria do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista e os representantes dos sindipetros que integram a Federação Nacional dos Petroleiros acompanharam a apresentação realizada pelo Sistema Petrobrás sobre os resultados de 2025 para fins de pagamento da PLR. Segundo a gestão da empresa, todos os indicadores foram integralmente atingidos pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores. No caso da Transpetro, há uma auditoria em andamento — procedimento habitual —, com previsão de conclusão ainda nesta semana.
Com isso, a categoria terá direito ao recebimento da PLR em sua integralidade, conforme os critérios estabelecidos. A gestão classificou o montante como o maior da série histórica desde o início do pagamento da PLR.
Apesar do resultado expressivo, é fundamental analisar a distribuição de riqueza de forma mais ampla. De acordo com dados apresentados, serão distribuídos cerca de R$ 45 bilhões em dividendos aos acionistas em 2026, referentes ao exercício de 2025.
Pela legislação da PLR, em vigor desde 2001, os trabalhadores poderiam receber até 25% do valor repassado aos acionistas. No entanto, o valor efetivamente destinado à PLR ficou muito abaixo desse patamar. Se a Petrobrás aplicasse esse limite de 25% sobre o montante distribuído aos acionistas, os trabalhadores poderiam receber algo próximo do triplo do valor da PLR anunciada para a holding, o que evidencia a disparidade na divisão dos resultados.
Outro fator que impacta diretamente essa distribuição é o atual regramento da PLR, que limita os pagamentos a 6,25% do lucro líquido e 25% dos dividendos, restringindo o alcance de uma participação mais proporcional aos resultados obtidos pela empresa.
Na Transpetro, em função dessa limitação, o pagamento será dividido entre 18% como PLR e 82% como PPP. A empresa informou que o pagamento aos trabalhadores da ativa e aos ex-empregados ocorrerá na mesma data, prevista para 30 de maio.
Já a Petrobrás indicou que a quitação da PLR está prevista para o dia 29 de maio, condicionada à aprovação do provisionamento pela Assembleia Geral de Acionistas, marcada para o dia 16. No caso da holding, os ex-empregados receberão em até 30 dias após o pagamento aos trabalhadores da ativa, previsto para 30 de junho.
O adiantamento de um terço da PLR foi realizado em janeiro de 2026. A quitação final ocorrerá com os descontos legais de Imposto de Renda e da contribuição assistencial de 2% destinada à AMS.
Também foram detalhados os impactos de penalidades disciplinares. Na Transpetro, dois casos de suspensão terão redução de 20% no valor. Na Petrobrás, foram registrados cinco casos de suspensão (redução de 20%), três advertências (redução de 10%) e um caso de justa causa, que não terá direito ao recebimento.
Conforme orientação da gestão, é importante que os ex-empregados mantenham seus dados bancários sempre atualizados junto à empresa, a fim de evitar erros no processamento dos pagamentos.
Embora o valor represente um avanço e reconheça o esforço da categoria, as entidades apontam a necessidade de aprofundar o debate sobre justiça distributiva. A defesa é de que o Sistema Petrobrás cumpra seu papel estratégico no desenvolvimento nacional, especialmente em um cenário internacional adverso, contribuindo para reduzir os impactos econômicos sobre a população.
Ainda neste ano será discutido um novo regramento da PLR, e a FNP pretende incluir cláusulas que garantam maior equilíbrio na distribuição, assegurando que, sempre que houver repasses significativos aos acionistas, os trabalhadores também sejam devidamente contemplados. Além disso, o Sindipetro-LP e a FNP seguem cobrando avanços em pautas estruturais, como plano de cargos e condições de trabalho, reforçando o compromisso de levar às mesas de negociação as demandas apresentadas pela categoria.
Para o Sindipetro-LP, o resultado da PLR 2025 reafirma a capacidade e a dedicação dos trabalhadores do Sistema Petrobras, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de manter a mobilização para garantir direitos e ampliar conquistas.
