Sem acordo rebaixado
As trabalhadoras e os trabalhadores petroleiros do Litoral Paulista rejeitaram a proposta de PLR 2019 da empresa e aprovaram na quinta-feira (16) a ratificação das execuções judiciais da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Transpetro e da Holding. As deliberações ocorreram por meio de assembleias realizadas na sede, em Santos, e na subsede de São Sebastião, com participação dos grupos de turno das unidades operacionais, além de trabalhadores das unidades offshore. A decisão reafirma o posicionamento da categoria em defesa do cumprimento das execuções já reconhecidas, garantindo o pagamento dos valores devidos referentes à PLR. O Sindipetro-LP irá formalizar a deliberação junto à Petrobrás e às subsidiárias envolvidas.
PLR 2019: categoria mantém execução e rejeita acordo rebaixado
No primeiro ponto da pauta, a assembleia confirmou a defesa da continuidade das execuções judiciais da PLR 2019. A direção explicou que, em um primeiro momento, o sindicato chegou a defender a negociação porque a proposta então apresentada previa pagamento linear a todos, sem impedir que quem quisesse buscasse individualmente eventual diferença. O problema surgiu quando a Petrobrás mudou os termos e passou a condicionar o acordo à extinção das ações coletivas, inclusive para quem não aderisse individualmente. Na avaliação apresentada em assembleia, isso enfraquecia o direito coletivo, reduzia valores que hoje podem superar com folga os R$ 6.045 ofertados pela empresa e ainda criava insegurança jurídica para a própria entidade sindical. Por isso, a categoria ratificou o caminho da execução judicial.
Eleições de 2026: representação petroleira, soberania e defesa da Petrobrás
No segundo ponto, a assembleia debateu a necessidade de a categoria ter voz mais direta no parlamento e na disputa política nacional, com representantes e um projeto de governo comprometidos com a defesa da Petrobrás estatal, do setor de energia e da realidade dos petroleiros. Para o Sindipetro-LP, *uma voz direta significa fortalecer, no cenário institucional, a defesa de um governo que não desmonte o Sistema Petrobrás, que mantenha a empresa pública e a serviço do desenvolvimento do país, contribuindo para o controle dos preços dos combustíveis, para o enfrentamento da inflação e para a soberania energética brasileira.* Ao longo dos últimos anos, o movimento sindical precisou muitas vezes preparar dossiês e subsídios para que parlamentares de outras categorias pudessem defender pautas do setor, o que evidencia a carência de representação mais identificada com essa agenda. Nesse contexto, foi defendido o engajamento em candidaturas comprometidas com a Petrobrás pública, os direitos da classe trabalhadora, a soberania nacional e a resistência às pressões do imperialismo sobre áreas estratégicas do país. A assembleia também reforçou a avaliação de que uma eventual vitória da direita abriria caminho para novos ataques à Petrobrás, com avanço da privatização, entrega de ativos estratégicos e submissão do país a interesses externos.
Diante desse cenário, em 2026 o Sindipetro-LP e a categoria petroleira de sua base atuarão intensamente nas eleições presidenciais e proporcionais, em defesa dos interesses da classe trabalhadora petroleira.
