medidas emergenciais
Após cobrança feita pelo Sindipetro-LP e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a gestão da Petrobrás anunciou medidas emergenciais para garantir a continuidade do tratamento de beneficiários da AMS que utilizam medicamentos da classe GLP-1, como Mounjaro e Ozempic, via Benefício Farmácia.
Entre as ações anunciadas estão a aceitação temporária de receitas emitidas por médicos externos ao Programa Cuidar durante o período de transição, ampliação das agendas de atendimento do Hospital Sírio-Libanês, inclusive aos sábados, além da criação de fluxos prioritários para beneficiários com receitas próximas do vencimento.
O documento encaminhado pela Petrobrás também prevê atendimento com enfermeiros das equipes de saúde da família para orientação dos beneficiários, priorização de casos urgentes e criação de uma sala de operação assistida para agilizar agendamentos.
Em caso de dificuldade de agendamento de consultas via app Paciente Sírio-Libanês ou Portal do Paciente, os beneficiários devem entrar em contato diretamente com o Sírio-Libanês pelos canais de atendimento, através do telefone 4090-1346 ou WhatsApp (11) 4090-1346, inclusive para planejamento de futuras consultas em períodos além dos disponíveis no aplicativo e portal.
O comunicado também ratifica que, apesar dos avanços anunciados, permanece obrigatória a inscrição dos beneficiários no Programa Cuidar/Atenção Primária.
A cobrança ocorreu durante reunião da Comissão Corporativa da AMS, realizada no último dia 5 de maio. Na ocasião, o Sindipetro-LP e a FNP alertaram sobre os problemas causados pelas mudanças na regra de cobertura dos medicamentos GLP-1, que passaram a exigir acompanhamento complementar por médicos do Programa Cuidar para emissão das receitas.
As entidades denunciaram dificuldades de agendamento, falta de informações claras aos beneficiários e risco de interrupção dos tratamentos, principalmente para pacientes com diabetes e obesidade que dependem do uso contínuo dos medicamentos.
Outro ponto questionado foi a logística de entrega via delivery, considerada ineficiente por diversos beneficiários. Além disso, também foi criticada a falta de planejamento da operadora diante da mudança, já que o acordo havia sido firmado ainda no início do ano.
As medidas anunciadas representam um avanço importante e resultado direto da pressão feita junto à gestão da AMS. No entanto, seguimos cobrando mais transparência, comunicação eficiente e garantia de que nenhum beneficiário tenha o tratamento interrompido durante o processo de adaptação às novas regras.
A nossa posição é de que qualquer alteração na assistência à saúde precisa ser amplamente discutida com os trabalhadores e implementada de forma responsável, sem colocar em risco a continuidade dos tratamentos e o bem-estar dos beneficiários da AMS
Cobrança
A Petrobrás encaminhou ofício ao Sindipetro-LP e à FNP informando a reprogramação da cobrança integral por boleto bancário dos beneficiários inelegíveis da AMS.
Segundo o documento, a implantação da nova forma de cobrança, prevista inicialmente para 1º de junho, foi adiada para 1º de agosto por motivos operacionais. Com isso, permanece até 31 de julho o modelo atual de cobrança, realizado preferencialmente em folha de pagamento ou proventos, com complemento via boleto bancário nos casos necessários.
