Em assembleia, contratados denunciam possível mudança na política de alimentação na RPBC, em Cubatão

Alimentação é direito!

Durante assembleia realizada nesta terça-feira (2), na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), trabalhadores e trabalhadoras terceirizados denunciaram a possibilidade de mudança na política de alimentação para empregados da empresa G8, responsável por serviços de vigilância na RPBC e na Usina Termelétrica Euzébio Rocha (UTE).

O diretor desincompatibilizado do Sindipetro-LP, Fábio Mello, participou da atividade e fez um alerta sobre a possível implantação de uma chamada “porta lógica”. A proposta, em discussão no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, condicionaria o recebimento do vale-alimentação à renúncia do acesso ao restaurante industrial, obrigando os trabalhadores a escolher entre um benefício e outro.

Para o Sindipetro-LP, a medida representa um retrocesso e pode reproduzir situações já verificadas em unidades da Transpetro, como na Alemoa, terminal de Santos, onde o fechamento de restaurantes resultou na perda do acesso à alimentação no local de trabalho e também em demissões de trabalhadores e trabalhadoras ligados às cozinhas industriais.

Os trabalhadores da vigilância reivindicam a manutenção da alimentação fornecida nos restaurantes, juntamente com a concessão de um vale-alimentação compatível com as necessidades da categoria e com o custo de vida.

O Sindipetro-LP defende a igualdade de tratamento entre trabalhadores próprios e terceirizados e propõe que a alimentação oferecida nos restaurantes das unidades continue disponível aos profissionais da vigilância e demais prestadores de serviço.

A discussão ocorre em meio às preocupações de trabalhadores e trabalhadoras sobre possíveis alterações nas políticas de benefícios e alimentação nas unidades da Petrobrás. Segundo relatos apresentados na assembleia, a reivindicação central é a manutenção da alimentação in natura nos restaurantes, sem prejuízo da implementação de um vale-alimentação que contribua para a renda familiar.

Durante o ato, a categoria reforçou a disposição de mobilização em defesa da manutenção dos direitos atualmente existentes e da ampliação dos benefícios para os trabalhadores terceirizados que atuam na RPBC e na UTE.