Consulta a partir de 19 de agosto
A gestão da Petrobrás comunicou aos trabalhadores das áreas de Refino, Tecnologia de Refino e Gestão de Ativos (TR) e Processamento de Gás Natural (PGN) a prorrogação da vigência do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) 2019. Com a nova decisão, os empregados elegíveis poderão adiar o desligamento para até setembro de 2028.
A medida é destinada aos trabalhadores inscritos no PDV 2019 que atendam aos critérios estabelecidos pela Petrobrás, como empregados com carta de concessão de aposentadoria em condição de desligamento ou aqueles com status "suspenso" nas áreas contempladas.
Os interessados em aderir à postergação deverão manifestar a opção por meio do CSP entre 28 de julho e 14 de agosto de 2026. A nova data de desligamento estará disponível para consulta a partir de 19 de agosto, no Sistema de Programas de Desligamento Voluntário (SPDV).
Segundo a Petrobrás, a decisão tem como objetivo garantir o efetivo necessário ao desenvolvimento das atividades essenciais e à segurança dos processos nas áreas de Refino e Processamento de Gás Natural.
A nova prorrogação ocorre em um momento em que a empresa também ampliou o cronograma do PDV 2025. Lançado com previsão de desligamentos até dezembro de 2026, o programa agora prevê saídas até dezembro de 2028. Com isso, os dois programas de desligamento passam a ter seus prazos estendidos: o PDV 2019 até setembro de 2028 e o PDV 2025 até dezembro de 2028.
Necessidade de recomposição do efetivo
As sucessivas prorrogações dos programas de desligamento demonstram que a Petrobrás precisa manter trabalhadores em atividade para não comprometer a continuidade das operações. Se a empresa reconhece a necessidade de preservar esses profissionais por mais dois anos para garantir a segurança operacional e o funcionamento das unidades de Refino e Processamento de Gás Natural, torna-se ainda mais evidente a urgência da recomposição do efetivo próprio, por meio de novos concursos públicos, do aproveitamento integral do cadastro de reserva e de um planejamento adequado da força de trabalho.
O Sindipetro-LP alerta há anos que a redução contínua do efetivo vem levando diversas unidades a operarem no limite de sua capacidade, com equipes cada vez mais enxutas, sobrecarga de trabalho e aumento da insegurança operacional. No Litoral Paulista, o Sindicato já promoveu mobilizações em diferentes unidades para denunciar o déficit expressivo de trabalhadores e cobrar a recomposição do quadro próprio.
A nova postergação dos PDVs reforça um problema que o Sindicato vem denunciando há anos: a falta de pessoal não pode ser resolvida apenas adiando desligamentos. Embora a medida amenize temporariamente a carência de efetivo, a solução definitiva passa pela contratação de novos empregados com a abertura de novos concursos, pelo aproveitamento de todo o cadastro de reserva dos concursos públicos e por uma política permanente de valorização da força de trabalho. Somente com um quadro adequado de trabalhadores será possível garantir a segurança das operações, a transferência de conhecimento e a sustentabilidade das atividades do Sistema Petrobrás.
