Mobilização cresce nas bases
Na quarta-feira (19), o Sindipetro-LP realizou novas mobilizações nas bases do Litoral Paulista. Na RPBC, em Cubatão, os trabalhadores do Grupo 3 participaram de atraso para discutir PLR, O&M e Novo Plano de Cargos. No TEBAR, em São Sebastião, a mobilização com o Grupo 5 também colocou em debate a PLR, o NPC e as eleições para o Conselho de Administração da Transpetro.
Nesta quinta-feira (20), a mobilização será com o Grupo 2 da Alemoa. Na sexta-feira (21), haverá novas atividades com o Grupo 4 da RPBC e o Grupo 2 do TEBAR. A proposta é ampliar o diálogo diretamente com os trabalhadores e preparar a categoria para os próximos enfrentamentos.
Durante as atividades, a diretoria explicou aos trabalhadores como estão andando as negociações em relação à PLR e ao Novo Plano de Cargos, apresentou os principais pontos que estão na mesa e reforçou a importância da mobilização para pressionar as empresas do Sistema Petrobrás.
Na PLR 2026/2027, a diretoria explicou que, pelos dados apresentados até agora, o cumprimento das metas está em 99,8% na Petrobrás e 100% na Transpetro, sendo que resultados abaixo de 80% podem zerar a participação. Também foi apresentada a proposta em discussão, que prevê piso igual ao da PLR do ano passado ou três remunerações, limitado a quatro pisos, prevalecendo o menor valor, além da manutenção de descontos já existentes: 10% para advertências, 20% para suspensões e 2% para o rateio do 70/30 da AMS.
O Sindicato chamou atenção principalmente para uma novidade apresentada pela empresa: a possibilidade de utilizar até 50% da PLR para descontar dívidas genéricas de folha de pagamento. Para o Sindipetro-LP, esse ponto precisa ser devidamente explicado e negociado antes de qualquer acordo.
A diretoria também destacou a contradição entre o forte crescimento dos resultados da Petrobrás e o avanço muito menor dos investimentos com os trabalhadores.
Por isso, o Sindicato defende PLR integral para todas as empresas do Sistema Petrobrás e um valor igual para todos os empregados, combatendo o crescimento de mecanismos individuais de remuneração variável em detrimento da distribuição coletiva dos resultados.
Para se ter uma ideia, comparando o primeiro semestre de 2025 com o primeiro semestre de 2026, a Petrobrás teve aumento de 17% em sua receita bruta, de 21% em sua receita líquida, de 34% em seu lucro bruto e de 37% em seu lucro líquido. Porém, o investimento com a força de trabalho cresceu apenas 3%.
Esses números positivos decorreram de três fatores: o preço elevado do barril de petróleo em razão da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã; o aumento da produção interna, com as refinarias operando a 101% de seu Fator de Utilização Total (FUT); e, por fim, o baixo crescimento dos gastos com a remuneração da força de trabalho.
Sobre o Novo Plano de Cargos, a diretoria explicou que a proposta apresentada até agora pela Petrobrás está concentrada na migração do PCAC para o PCR, enquanto a categoria construiu outra reivindicação: um plano único para todo o Sistema Petrobrás, com isonomia, correção das distorções entre PCAC e PCR e critérios mais benéficos de progressão, como o encurtamento da “escada” para se chegar ao topo da carreira, bem como uma alternância justa entre progressões por mérito e compulsórias.
Também foi explicado aos trabalhadores que uma eventual migração entre planos exige atenção. Pela Súmula 51 do TST, a opção voluntária por um novo regulamento tem consequências sobre os direitos previstos no plano anterior.
O Sindipetro-LP participará das negociações e, se houver uma proposta unificada que represente avanço para todos, ela será levada para apreciação da categoria. Se a Petrobrás tentar atropelar os direitos dos trabalhadores do PCAC, o Sindicato manterá seus processos e continuará defendendo cada plano e os direitos de seus trabalhadores.
A pressão nas bases continua
As atividades fazem parte de uma semana de mobilização nas bases do Sindipetro-LP. Na segunda-feira (17), o Sindicato esteve na Alemoa, com o Grupo 5, debatendo PLR e NPC. Na terça-feira (18), foi a vez do Grupo 2 da RPBC, também com atraso e discussão sobre PLR, O&M e Novo Plano de Cargos. Nesta quarta-feira (19), as mobilizações chegaram ao Grupo 3 da RPBC e ao Grupo 5 do TEBAR.
Essa sequência de mobilizações também prepara a categoria para o ato do dia 25 de agosto, em frente ao Edisen, no Rio de Janeiro, quando trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas vão cobrar avanços no Novo Plano de Cargos e uma solução definitiva para os PEDs da Petros.
