Sindipetro-LP cobra respostas sobre segurança, saúde e condições de trabalho em reuniões na UTGCA

SEGURANÇA E CONDIÇÕES DE TRABALHO

A Diretoria do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista esteve reunida em dois momentos, nos dias 12 e 20 de agosto, com representantes da gestão da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, para levar demandas da base e cobrar soluções para problemas relacionados SMS e questões de RH.

No dia 12 de agosto, a reunião foi realizada com a gestão local de SMS da unidade. Já nesta quinta-feira (20), a Diretoria voltou a se reunir com a gerência do ativo da UTGCA, desta vez na reunião de RH local.

Embora realizadas em espaços diferentes, as reuniões tiveram uma mesma origem: as demandas apresentadas pelos trabalhadores da unidade. Alguns dos problemas levantados no primeiro encontro voltaram à pauta nesta quinta-feira, quando a gestão apresentou novas informações e encaminhamentos. Outros temas também foram incluídos na discussão.

A pauta da reunião com a Comissão Local de SMS envolveu, entre outros assuntos, a situação do laboratório, o uso da baia de carregamento, os procedimentos em casos de exposição ao benzeno, a retirada de EPIs, o mau cheiro na unidade e os impactos das altas temperaturas sobre as condições de trabalho.

Ambiente do laboratório e fatores psicossociais
A situação do laboratório da UTGCA esteve entre as principais demandas levadas pelo Sindipetro-LP. Os trabalhadores relatam problemas relacionados à ambiência do local, além de preocupações com os impactos das condições de trabalho sobre a saúde dos empregados.

Durante as discussões, a gestão informou que estão em andamento tratativas internas para promover melhorias na ambiência. No entanto, a gerência do Ativo afirmou não ter recebido o relatório final da avaliação realizada pelo Sindicato sobre os fatores psicossociais relacionados ao ambiente do laboratório.

Diante disso, o Sindipetro-LP seguirá acompanhando a situação e cobrando que as informações levantadas pelos trabalhadores sejam efetivamente consideradas e que as melhorias necessárias saiam do campo das tratativas e se transformem em ações concretas.

Uso da baia de carregamento de emergência 
Outro ponto levado em mesa foi a utilização da baia de carregamento K-6, originalmente destinada a situações emergenciais e esporádicas, para o recebimento de GLP. A preocupação apresentada pela Diretoria envolve tanto as condições operacionais quanto a necessidade de transparência com a força de trabalho sobre alterações na rotina da unidade.

Como devolutiva, a gestão informou que o serviço extraordinário foi encerrado e que a utilização da baia ocorreu durante um período determinado para atender uma demanda externa relacionada ao processamento de GLP.

O Sindipetro-LP reforçou, porém, que os trabalhadores precisam ser informados sobre decisões que impactam diretamente a operação. A Diretoria apontou a existência de falhas no intercâmbio de informações com a força de trabalho e seguirá cobrando mais transparência.

Exposição ao benzeno e realização de exames
A realização dos exames previstos após uma possível exposição aguda ao benzeno também foi alvo de cobrança.

A preocupação surgiu a partir de relatos sobre dificuldades e resistência para a realização dos procedimentos em situações nas quais trabalhadores poderiam ter sido expostos. Diante de qualquer possibilidade de exposição, a prevenção e a proteção da saúde dos trabalhadores é que devem prevalecer.

Nas devolutivas apresentadas pela gestão, foi informado que o procedimento padrão relacionado à coleta de urina está sendo revisado e passa por adequações para facilitar a realização do exame pelo setor médico e garantir maior acolhimento ao empregado em situações de exposição evidente.

Ainda não foi confirmado, entretanto, se essa revisão já foi aprovada e implementada. Por isso, continuaremos acompanhando a questão e cobrando um protocolo claro, que dê segurança aos trabalhadores no momento em que o atendimento for necessário.

Também permanece sob acompanhamento o funcionamento do analisador automático de benzeno. Informações apresentadas pela gestão sobre a operação do equipamento divergiram de relatos posteriores recebidos pelo Sindicato junto à CIPA e à equipe de operação. Diante disso, seguiremos cobrando informações sobre a real situação do sistema e seu funcionamento.

Retirada de EPIs
A dificuldade para retirada de Equipamentos de Proteção Individual também foi levada às reuniões. Os trabalhadores relataram problemas principalmente quando a máquina de autoatendimento utilizada para retirada dos EPIs está em manutenção ou indisponível. O Sindicato também lembrou que, anteriormente, havia um armário com alguns dos equipamentos mais utilizados, permitindo uma retirada mais rápida e sem burocracia.

A cobrança é para que a gestão estabeleça mecanismos que garantam a disponibilidade dos EPIs de forma ágil, especialmente em situações de urgência. O trabalhador não pode ficar sem acesso a um equipamento necessário à sua proteção por depender exclusivamente do funcionamento de uma máquina.

Mau cheiro na unidade
As reclamações sobre o forte mau cheiro em determinadas áreas da UTGCA também foram apresentadas. Como resposta, a gestão informou que foram realizadas intervenções no sistema, incluindo a passagem de pig para limpeza do duto do Gasmex, gasoduto que liga Mexilhão à UTGCA. Também foi feita a limpeza da torre de MEG, que estava entre os pontos investigados como possível origem do forte odor. Segundo a gerência, a limpeza da torre foi concluída nesta semana e a avaliação apresentada é de que o problema foi resolvido.

O Sindipetro-LP continuará acompanhando a situação a partir dos relatos da força de trabalho, já que são os trabalhadores que vivenciam diariamente as condições existentes na unidade.

Mudanças climáticas e condições de trabalho
As temperaturas elevadas e os impactos das mudanças climáticas sobre as condições de trabalho também entraram na pauta.
A nossa Diretoria destacou a necessidade de reavaliações de determinadas atividades no momento de sua liberação e execução, mesmo quando já estiverem previamente programadas. As condições reais enfrentadas pelos trabalhadores devem ser consideradas para evitar mal-estar, indisposição e outros impactos à saúde durante a realização das tarefas.

A preocupação é que o planejamento do trabalho leve em conta as condições climáticas e ambientais existentes no momento da execução do serviço, garantindo maior proteção à força de trabalho.

Questões de RH e integração de novos empregados
Além das questões relacionadas à segurança e às condições de trabalho, a reunião também tratou de demandas específicas de RH.

Uma delas envolve trabalhadores que ficaram com saldo AF negativo após a transição da escala utilizada durante a parada de manutenção para a escala normal. Segundo o RH, a situação está em tratativa e deverá ser divulgada uma nota interna para esclarecer à força de trabalho quais serão os encaminhamentos adotados.

Também foi informado que uma nova integração dos empregados está prevista para setembro. A expectativa é que o Sindipetro-LP participe da atividade, acompanhando a integração dos trabalhadores que já chegaram à unidade e daqueles que ainda devem chegar.

Acompanhamento permanente
As reuniões dos dias 12 e 20 fazem parte de um mesmo processo de acompanhamento das demandas apresentadas pelos trabalhadores da UTGCA. Independentemente do espaço em que cada assunto foi debatido, a cobrança do Sindipetro-LP é uma só: respostas claras, transparência e soluções concretas para os problemas que afetam a saúde, a segurança e as condições de trabalho da categoria.

O Sindicato continuará acompanhando os encaminhamentos, cobrando respostas para os pontos que ainda permanecem sem solução e levando à gestão as demandas apresentadas pela força de trabalho.

A participação dos trabalhadores é fundamental nesse processo. Por isso, orientamos a categoria a continuar procurando os diretores de base e dirigentes do Sindicato para relatar problemas, denunciar irregularidades e apresentar demandas.

Segurança, saúde e condições dignas de trabalho não são negociáveis.