Na luta
O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista manifesta sua total solidariedade ao companheiro Rogério Grossi de Britto, policial penal de Caraguatatuba, diante de sua demissão ocorrida na última sexta-feira (11). O Sindicato também expressa seu apoio a toda a categoria dos policiais penais, reafirmando seu compromisso com a defesa de seus direitos, da valorização profissional e de condições dignas de trabalho. A perseguição e as tentativas de intimidação contra aqueles que denunciam as falhas do sistema representam ataques à liberdade de expressão, à defesa dos direitos e à organização da classe trabalhadora.
Transformar um servidor de trajetória exemplar em bode expiatório para encobrir as falhas do Estado durante a pandemia constitui uma atitude arbitrária e inaceitável, que não podemos tolerar. Nenhum trabalhador deve ser responsabilizado por combater problemas estruturais ou reivindicar condições dignas de trabalho.
Durante os momentos mais críticos da pandemia, os policiais penais estiveram na linha de frente, sem a possibilidade de isolamento social, expondo suas vidas diariamente aos riscos da atividade e, muitas vezes, enfrentando a falta de condições sanitárias adequadas. A demissão que agora recai sobre o servidor levanta sérias preocupações quanto à utilização de medidas punitivas como forma de retaliação às cobranças por melhores condições de trabalho, evidenciando uma inversão inaceitável de valores.
O Sindipetro-LP repudia veementemente todas as formas de perseguição e demissões de caráter político ou arbitrário, especialmente quando atingem dirigentes sindicais e trabalhadores que exercem seu direito de reivindicar e combater injustiças. A defesa dos direitos dos servidores públicos, da liberdade sindical e da proteção contra arbitrariedades é um compromisso inegociável.
Unimos nossa voz à dos policiais penais na exigência de justiça, na apuração dos fatos e na reversão imediata dessa demissão, reafirmando que nenhum trabalhador deve ser deixado sozinho diante de uma injustiça. A luta por direitos e dignidade no trabalho é coletiva.
Mexeu com um, mexeu com todos!
