Dia 23/09
Federação Nacional dos Petroleiros convoca toda a categoria para nova mobilização nacional unificada e descentralizada, na próxima quarta-feira, 23 de setembro, em defesa dos direitos e contra a precarização
A luta da categoria não para e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindicatos seguem a todo vapor. Exigindo respostas para os Planos de Equacionamentos (PEDs) de Déficits na Petros, por uma PLR máxima e igualitária, por um novo e justo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), pela garantia e ampliação do teletrabalho, pela escala 14×21 para todos no offshore, pelo fim dos desimplantes e da abusiva escala 6×1 nas empresas terceirizadas, a FNP convoca toda a categoria petroleira do país — e não apenas as suas bases filiadas — para um novo ato nacional descentralizado no dia 23/09. A jornada nacional de lutas foi convocada pela FNP neste segundo semestre diante da falta de avanços por parte da Petrobras em apresentar propostas concretas para as pautas prementes da categoria, após a greve de dezembro de 2025 Veja abaixo como andam as mobilizações nas bases da FNP.
Sindipetro-RJ: mobilizações crescentes
No Rio de Janeiro, o calendário de lutas tem se intensificado semana após semana. As mobilizações começaram no dia 25/08, com o ato nacional no Edisen, passando pelos aposentados em 1º/09 (durante o Seminário Petros e AMS), no Terminal Marítimo Almirante Maximiano da Fonseca (Tebig), em Angra dos Reis, no dia 04/09, e na Sede da Transpetro no dia 09/09. Já no dia 10/09, a mobilização tomou conta do Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara (TABG). O ato unificou trabalhadores próprios e terceirizados da Transpetro, que realizaram o atraso de algumas horas na entrada, em um forte repúdio aos ataques da direção do Sistema Petrobras e ao assédio nas unidades.
Entre os destaques da denúncia no TABG estão as cruéis manobras nos contratos terceirizados. O Sindipetro-RJ denunciou a demissão de profissionais técnicos qualificados que, logo em seguida, são recontratados com salários reduzidos e em funções rebaixadas, precarizando as relações de trabalho e deixando trabalhadores experientes em grave situação de vulnerabilidade.
Sindipetro-LP: Organização de base e avanço nas mobilizações
No Litoral Paulista, a mobilização da categoria avança com força desde o final de julho, com o Sindipetro-LP marcando presença semanal, sem falhar, através de atrasos estratégicos e ações de conscientização com todos os grupos nos turnos das unidades.
Apenas na última semana, o Sindicato garantiu presença diária nas bases, acompanhando as condições de trabalho e atuando nas reuniões de CIPA em locais como Alemoa, RPBC e UTE-CBT, além de estruturar a pauta de SMS dos Terminais da Transpetro e manter os plantões no aeroporto de Jacarepaguá e para os aposentados.
?O reflexo dessa organização contundente também foi visto hoje (16/09) no Terminal da Transpetro de Santos (Alemoa). A ação reafirma a força e a articulação da base no litoral, que paralisou as atividades para cobrar da Petrobras, na prática, um novo plano de cargos que efetivamente valorize a categoria e o pagamento de uma PLR justa, consolidando a prontidão do Litoral Paulista para a jornada nacional unificada da próxima semana.
Sindipetro AL/SE: democracia sindical
Nesta semana, o foco na base de Alagoas e Sergipe se volta para o exercício da democracia operária. Entre os dias 14 e 18 de setembro, estão sendo realizadas as eleições para a escolha da nova diretoria e do conselho fiscal do Sindipetro AL/SE, momento essencial para fortalecer as lideranças locais para as batalhas que estão por vir.
A FNP APOIA A CHAPA 1 (clique aqui e saiba mais).
Sindipetro Amazônia: aposentados em alerta e base mobilizada
As mobilizações também avançam com força nas bases do Sindipetro Amazônia. No dia 09/09, os petroleiros aposentados e pensionistas voltaram a encher o auditório da sede histórica do Sindipetro, em Belém (PA), para uma atividade informativa acompanhada de um café especial.
O encontro marcou um espaço fundamental de diálogo e integração, em que foram debatidos temas centrais para os beneficiários, como a cobrança efetiva das dívidas da Petrobras com a Petros e as melhorias urgentes necessárias para garantir um atendimento digno e de qualidade na AMS. E a luta na região não para por aí. O Sindipetro Amazônia já está organizando os próximos passos e prepara mobilizações para os terminais de São Luís (MA) e Belém (PA).
A FNP reforça o chamado à categoria petroleira. Os ataques e o descaso da direção da empresa não diferenciam a filiação sindical. Por isso, a resposta deve ser unificada.
PELA UNIDADE NA LUTA E EM DEFESA DOS DIREITOS DA CATEGORIA!
Junte-se ao novo Dia Nacional de Luta em 23/09!
FNP, a luta é pra valer!
Fonte: FNP
