caos
Nesta quarta-feira (30), o diretor de plantão no Aeroporto de Jacarepaguá se deparou com uma situação de total desorganização no setor médico. No local, passam diariamente centenas de trabalhadores e trabalhadoras que embarcam para as plataformas localizadas na Bacia de Santos.
A desordem presenciada no início da manhã foi provocada diretamente por mais uma medida arbitrária de "contenção de despesas": a redução do quadro de vigilantes.Dos três vigilantes que prestavam serviço no local, os dois postos dedicados ao setor de saúde foram sumariamente cortados. Restou apenas um único vigilante em outro posto, que acabou tendo que se dispor a dar uma força para tentar conter o caos gerado pela gestão de saúde.
Os vigilantes desempenham um papel fundamental no fluxo de embarque. A partir das 4h30 da manhã, eles organizam e escalonam a chamada dos petroleiros conforme os horários de cada voo. Essa organização garante que todos passem pela avaliação de anamnese da equipe de saúde antes de autorizar o acesso às aeronaves. Sem esse suporte, o cenário observado foi de trabalhadores desorientados e um processo totalmente precarizado.
Sem os profissionais de segurança no setor médico, a cena que se viu foi de total desorientação dos trabalhadores e um improviso inaceitável: para não travar totalmente o fluxo, os próprios técnicos e técnicas de enfermagem tiveram que sair do atendimento de saúde para chamar os voos — valendo-se do conhecimento prático que possuem da sequência dos voos para evitar o colapso do embarque.
Ao lado do único vigilante que tentava ajudar como podia, a equipe de saúde ficou sobrecarregada, atuando em desvio claro de função e em uma postura clássica de "tapar o sol com a peneira".
Essa política de cortes irresponsável afeta diretamente a qualidade e a segurança do processo de embarque. O problema se agrava em dias de instabilidade climática, quando o acúmulo e a transferência de voos exigem ainda mais organização no terminal.
A falta de controle nas filas gera atrasos no check-in e obriga trabalhadores a embarcarem sem a devida avaliação médica prévia no solo, empurrando a anamnese para o ambiente de bordo.
O Sindicato repudia a priorização do corte de custos que afeta diretamente a segurança dos trabalhadores offshore, o trabalho dos vigilantes e da equipe de saúde. Exigimos a recomposição imediata do efetivo de segurança para garantir um processo de embarque digno, seguro e organizado.
