Em São Sebastião, Sindipetro-LP mobiliza petroleiros no TEBAR por fim da escala 6x1, democracia e soberania nacional

Na luta

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista realizou, nesta terça-feira (20), uma mobilização em frente ao Terminal Almirante Barroso (TEBAR), em São Sebastião. Dezenas de petroleiros e petroleiras, próprios e contratados, participaram do ato, que teve como pautas o fim da escala 6x1, a defesa da democracia e a soberania nacional.

Fim da 6x1 alcança também os contratados
Um dos principais pontos do debate foi o impacto da mudança sobre os trabalhadores contratados da Petrobrás, muitos dos quais cumprem hoje 44 horas semanais, inclusive os que trabalham de segunda a sexta. A redução da jornada também os beneficiará, e a Petrobras já criou um Grupo de Trabalho (GT) para avaliar os impactos e adequar os contratos com as empresas prestadoras de serviço em todo o país.

A implementação será gradual: após dois meses, a jornada passará para 42 horas semanais, com adoção da escala 5x2, e, após um ano, chegará a 40 horas semanais. A mudança garante mais tempo para descanso, convívio familiar e cuidado com a saúde, sem redução salarial, e é fundamental que esse avanço chegue a todos os trabalhadores, próprios e contratados, essenciais ao funcionamento do Sistema Petrobrás.

Democracia, soberania e valorização de quem trabalha
O ato também reforçou a defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e de uma Petrobrás pública, comprometida com os interesses do povo brasileiro. A soberania nacional depende de uma empresa forte, capaz de contribuir para o desenvolvimento do país e para a segurança energética, mas depende também da valorização de todos os profissionais que atuam em suas unidades.

Os trabalhadores contratados reivindicaram salários dignos e pagos em dia, alimentação de qualidade, benefícios adequados, segurança e respeito aos direitos trabalhistas, pois não há soberania nacional sem valorizar quem mantém o Sistema Petrobras em funcionamento, seja próprio ou contratado.

O ato também serviu para a categoria a refletir sobre os projetos para o país na hora de votar, escolhendo quem defende a classe trabalhadora, a valorização dos trabalhadores e uma Petrobras pública e soberana.