SINDIPETRO-LP
A Coordenação do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista agradece a todos e todas que se empenharam na campanha pela reeleição da esquerda, na figura de Luiz Inácio Lula da Silva, contribuindo para rechaçar o avanço da extrema direita no Brasil e na América Latina. Nosso reconhecimento se estende à diretoria do Sindicato, aos funcionários e funcionárias e a cada pessoa que esteve conosco nessa batalha política, dentro e fora dos locais de trabalho.
Nosso agradecimento especial vai para os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás, próprios e contratados, que confirmaram o voto 13 no segundo turno e participaram dos atos e das mobilizações realizadas em nossas bases. A presença e o compromisso da categoria demonstraram que a defesa da democracia, dos direitos sociais e da soberania nacional precisam caminhar junto com a luta cotidiana por melhores condições de trabalho e de vida.
É importante destacar a estabilidade econômica e política para a vida de quem trabalha. Muitos países atravessam crises e guerras, como na Europa e nos Estados Unidos, em grande parte por causa de políticas econômicas neoliberais de extrema direita. Mesmo assim, nosso governo manteve total estabilidade econômica no país. Isso geralmente passa despercebido por muitos, mas não por nós, petroleiros e petroleiras, que somos diretamente atingidos, porque os interesses em jogo afetam nosso trabalho, nossa empresa e o futuro da categoria.
Independentemente do resultado do segundo turno, nossa disposição sempre foi a de permanecer unidos e organizados na luta. A eleição representa um momento importante, mas não substitui a mobilização permanente da classe trabalhadora. A manutenção e a ampliação de direitos exigem organização, pressão política e participação coletiva.
A vitória de Lula não significa um cheque em branco ao governo. Seguiremos cobrando e aumentando a pressão por avanços concretos que melhorem a vida laboral dos petroleiros e petroleiras, próprios e contratados, com melhores condições de trabalho, valorização profissional e respeito aos direitos conquistados. Também continuaremos pressionando para que o governo avance na estatização da Petrobrás, em direção a uma empresa cada vez mais comprometida com os interesses nacionais.
Queremos uma Petrobrás que vá além da exploração e produção de petróleo. Defendemos que a empresa seja usada cada vez mais como ferramenta de industrialização do país, impulsionando cadeias produtivas, gerando empregos de qualidade, promovendo salários dignos e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
A eleição presidencial de 2026 é um momento geopolítico ímpar na história do Brasil e do mundo contemporâneo. Em um mundo marcado por conflitos, instabilidade e disputas econômicas, a defesa da soberania nacional e de um projeto de desenvolvimento que priorize a população e a classe trabalhadora torna-se ainda mais necessária. Vamos aproveitar este momento para ganhar terreno em prol da classe trabalhadora do nosso país, e para isso vamos precisar da mobilização de todos, sem exceção.
É fundamental que cada trabalhador e trabalhadora incorpore a ideia de que a Petrobrás é nossa. Ela é patrimônio do povo brasileiro, e sua defesa precisa ser uma tarefa permanente de todos nós.
Nossa luta tem objetivos claros: primeiro, impedir o desmonte e a perda do controle nacional sobre a empresa, para que ela permaneça nossa; segundo, garantir seu crescimento e sua capacidade de investimento para gerar mais empregos e oportunidades; terceiro, fortalecer seu papel como vetor da soberania energética, ampliando a capacidade do Brasil de atender às próprias necessidades de energia e alcançar a autossuficiência; e, por fim, fazer com que sua riqueza e sua atuação se convertam em desenvolvimento, industrialização e melhores condições de vida para a população.
Diante disso, a Coordenação do Sindipetro-LP reforça que a mobilização não termina com as eleições. O resultado das urnas abre uma nova etapa de disputas, reivindicações e organização. Será necessário manter a unidade, ampliar a participação e pressionar para que as expectativas da classe trabalhadora se transformem em conquistas concretas.
A disputa entre capital e trabalho continua. De um lado, estão os interesses que buscam ampliar a exploração e restringir direitos; do outro, a luta por trabalho digno, justiça social, soberania e distribuição da riqueza produzida pelo povo brasileiro. Contamos com todos para continuar avançando neste tabuleiro da guerra entre o capital e os trabalhadores.
Agradecemos a todos e todas que estiveram conosco nessa caminhada. Contamos com cada trabalhador e trabalhadora para seguir avançando, fortalecendo nossa organização e conquistando novos espaços nessa luta.
A Petrobrás é nossa. Os direitos são fruto da luta coletiva. E o futuro será construído com mobilização, consciência de classe e unidade!
