Luto
O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, em conjunto com a Esquerdantina, realizou neste sábado (30) um ato em memória de Marcelo de Oliveira Rocha, engenheiro que morreu na segunda-feira (26) após ser brutalmente agredido.
Marcelo foi espancado na madrugada de 24 de outubro, depois de participar de uma apresentação da Esquerdantina na sede do Sindipetro-LP. Ele foi abordado e agredido por um grupo de oito homens, dos quais apenas dois eram maiores de idade.
O ato aconteceu em frente à Estação Cidadania, na Avenida Ana Costa, em Santos, e reuniu dezenas de pessoas, entre colegas da Unifesp, amigos, familiares e moradores que se solidarizaram com a tragédia.
Presente na homenagem, o pai de Marcelo, Marcelo Rodrigues da Rocha, pediu que o filho jamais seja esquecido e que a luta por justiça continue. Emocionado, ele destacou a dor e a dificuldade enfrentadas por famílias que passam por situações semelhantes e defendeu a união de todos os envolvidos na busca por mudanças na legislação, para que sejam construídas leis mais justas e dignas para todos. Encerrou sua fala com a mensagem: #MarceloSempre
A homenagem foi marcada por música, emoção e manifestações de carinho. Ao final, flores foram depositadas no local e velas foram acesas em memória de Marcelo, simbolizando o amor, a saudade e o compromisso coletivo de manter viva sua história.
Justiça não pode esperar
Marcelo não será lembrado pela violência que interrompeu sua vida, mas pela pessoa que foi, pelos laços que construiu e pela memória que permanece entre aqueles que o amavam.
A violência que o vitimou não pode ser tratada com indiferença. Diante de uma tragédia como essa, a sociedade tem o dever de exigir justiça e reafirmar o valor de cada vida humana. A impunidade não pode prevalecer, e a memória de Marcelo não pode se perder em meio à rotina de notícias sobre violência.
Defender a vida também é lutar por uma sociedade em que a dignidade humana seja respeitada e em que a justiça alcance todos os responsáveis por crimes tão graves. Porque algumas ausências deixam marcas que o tempo não apaga, e algumas histórias se transformam em luta coletiva para que a dor não seja esquecida e a justiça não seja silenciada.
Marcelo vive na memória de quem o amou. Sua história permanece. Nossa luta por justiça continua.
#MarceloSempre
JUSTIÇA POR MARCELO!
