SINDIPETRO-LP É IMPEDIDO DE SE MANIFESTAR NA COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS DO TERMINAL DE SANTOS

A Diretoria do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista foi convidada e participou, nesta sexta-feira (06), da cerimônia em comemoração aos 50 anos do Terminal de Santos, o primeiro evento do Terminal após a reeleição do presidente Lula. Apesar do convite, os dirigentes do Sindicato não tiveram permissão para se manifestar aos trabalhadores e trabalhadoras. O coordenador-geral, Márcio André da Silva, foi pessoalmente ao gerente do Terminal pedir alguns minutos de fala para parabenizar a todos pelos 50 anos da unidade, mas o pedido foi negado.

A cerimônia reuniu trabalhadores, trabalhadoras, diretores da empresa e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, além de representantes da Petrobrás, da Prefeitura de Santos e da Autoridade Portuária de Santos (APS). A programação contou com música ao vivo, café da manhã e pronunciamentos de representantes da Transpetro, da holding, da Prefeitura e da autoridade portuária. Mesmo com espaço para as manifestações institucionais, a representação dos trabalhadores ficou de fora. Ao final do evento, houve apenas um agradecimento da Petrobrás pela presença do Sindicato.

Logo no primeiro evento do Terminal de Santos após a reeleição do presidente Lula, o Sindicato foi impedido de falar. A categoria do Litoral Paulista havia aprovado em assembleia o apoio à reeleição, em defesa da continuidade do projeto de uma Petrobrás estatal. Defender essa bandeira de luta, no entanto, não significa aderir à forma de gestão da empresa, e por isso o Sindipetro-LP segue independente do governo atual. A rotina sindical voltou à normalidade, a luta continua, e o Sindicato seguirá cobrando o crescimento da empresa brasileira, mas com segurança, remuneração de qualidade e ampliação de direitos para quem produz a riqueza.

O episódio desta sexta (06) ocorre em um momento em que o Terminal enfrenta problemas que exigem atenção da gestão, tais como, número reduzido de operadores nas equipes, situação que compromete a segurança das operações e aumenta a sobrecarga dos trabalhadores. Também são motivo de alerta a precariedade dos equipamentos, o subdimensionamento de equipes em áreas essenciais e os princípios de incêndio registrados, que reforçam a necessidade de medidas efetivas de prevenção e segurança.

A luta contra os calotes das empresas terceirizadas também segue. Vamos encampar a campanha pela aplicação da escala 5x2 no Terminal, com redução da jornada de 44 para 42 horas semanais e, depois, para 40 horas semanais, em todos os contratos de petroleiros terceirizados. A categoria estará unida nessa luta.

O Sindipetro-LP continuará cobrando da Transpetro providências para solucionar as demandas da unidade. Para isso, é fundamental ter espaço para dialogar com os trabalhadores, apresentar reivindicações e dar visibilidade aos problemas que fazem parte do cotidiano de quem trabalha no Terminal.