Por abono da viradinha
Os grupos de turno da RPBC completam oito dias de mobilização na refinaria, promovendo atrasos, na tentativa de dissuadir o gerente geral da unidade a recuar da decisão de cortar o “abono da viradinha”. Mesmo com os atrasos, que começaram no dia 11, nenhuma resposta foi dada pelo GG.
Após três rodadas de negociações sem que o RH da RPBC recuasse sobre a decisão de descumprir o acordo da “viradinha”, os trabalhadores escolheram nas reuniões setoriais, organizadas na sede do Sindipetro-LP, se manifestar com atrasos.
Os trabalhadores entendem que um benefício conquistado há anos não pode ser retirado. Para a categoria, a arbitrariedade não passa de punição devido à greve do ano passado. Além de ser um acordo antigo entre a empresa e trabalhador, em caso de dobra, o trabalhador fica exposto aos riscos da madrugada, como assaltos, sequestros e outras formas de violências praticadas na região.
Os trabalhadores de turno da refinaria seguirão realizando os atrasos até que a gerência retorne a abonar a viradinha.
Não aceitaremos intimidação!
Além da RPBC, houve atrasos em Pilões, Alemoa e Tebar. Durante os atrasos, a diretoria do Sindipetro-LP tem atualizado a categoria sobre os principais assuntos que envolvem a Petrobrás: PLR; Ação de RMNR; PIDV; Venda de ativos e crise da empresa.
Os petroleiros embarcados nas plataformas de Merluza e Mexilhão também têm sentido a represaria por parte da empresa, e estão se reunindo em rodas de conversas que se concentram no Aeroporto de Itanhaém.
No Tebar, nesta terça-feira (19), durante atraso que teve participação de cerca de 90% dos trabalhadores do administrativo e turno, os trabalhadores de turno do terminal decidiram iniciar atrasos por tempo indeterminado. Os atrasos em São Sebastião são uma resposta às punições aos grevistas de 2015, sobretudo aos supervisores e CTOs que foram destituídos de seus cargos e substituídos por engenheiros de outras regiões que agora ocuparão a função de Coturs.
União contra a privatização
Assim como em 2015, antes da greve de 23 dias, o trabalho de base com a categoria está sendo feito, mas desta vez, a categoria está fortalecida pela vitoriosa greve que barrou a retirada de direitos em nosso ACT e pautou a luta contra o desinvestimento. Temendo nosso levante, os ataques virão de todos os lados a começar pelas gerências, passando por mudanças nas leis da estatais e da exploração do pré-sal. Querem atribuir aos petroleiros crise na Petrobrás, e por isso atacam nossos direitos.
Somente a mobilização da categoria poderá barrar a venda de ativos. No Rio de Janeiro, base de comando da Petrobrás, a palavra de ordem é vender o que for de interesse do mercado. Nesse bolo estão as refinarias, terminais, gasodutos, termelétricas e campos de petróleo. O emprego de todos os petroleiros do Sistema Petrobrás estão ameaçados. Como ressaltou Adaedson Costa, coordenador do Sindipetro-LP, recentemente em uma de suas falas “A luta não pode ser feita de maneira isolada. A divisão enfraquece, a união nos fortalece".
Juntos somos mais fortes!
