Negocia, Petrobrás!
A luta por um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários no Sistema Petrobrás deve ganhar novo impulso nas próximas semanas. Diante da demora da empresa em retomar efetivamente as negociações, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e os sindicatos de sua base discutem novas ações para ampliar a pressão nas unidades operacionais e administrativas.
A Petrobrás convocou a FNP para uma reunião nesta quinta-feira, 16 de julho, às 14 horas. De acordo com a convocação encaminhada pela empresa, o encontro tratará do “alinhamento inicial sobre as datas para início de negociações de interesse comum” e da apresentação do Programa de Remuneração por Desempenho — PRD 2026.
Embora o documento não mencione expressamente o novo Plano de Cargos, a FNP aproveitará a reunião para cobrar novamente a retomada das negociações e a apresentação de um calendário concreto para o debate.
A falta de avanços não é recente. Desde janeiro de 2026, a FNP aguarda resposta a um ofício que solicitou a retomada das tratativas iniciadas em 2024. A Federação também cobra um posicionamento da Petrobrás sobre a proposta construída conjuntamente pela FNP e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), apresentada à empresa em 2025 (Veja aqui).
Segundo as entidades, a retomada das negociações foi um dos compromissos assumidos pela Petrobrás durante o processo que encerrou a greve nacional de dezembro de 2025. Passados vários meses, entretanto, a empresa ainda não apresentou um cronograma efetivo nem respostas concretas à proposta dos trabalhadores.
Plano único para superar desigualdades
A proposta apresentada pelas duas federações busca construir um plano único e integrado para todas as empresas do Sistema Petrobrás, superando as diferenças existentes entre o Plano de Classificação e Avaliação de Cargos — PCAC — e o Plano de Carreiras e Remuneração — PCR.
Entre os principais pontos defendidos estão a adoção de uma tabela salarial única, critérios transparentes e democráticos para promoções e progressões, a retomada do avanço automático de nível, a valorização e a capacitação profissional, a aceleração da carreira dos trabalhadores recém-admitidos e a reparação das distorções acumuladas ao longo dos anos.
A proposta também defende igualdade entre as empresas e regiões do Sistema Petrobrás, correções para quem teve a carreira prejudicada pela matriz de priorização e reparação dos trabalhadores que sofreram perdas ou discriminações por não aderirem ao PCR.
Mobilização nas bases do Litoral Paulista
A cobrança pelo novo plano vem sendo levada às assembleias, reuniões setoriais, atos e visitas realizadas pelo Sindipetro-LP nas unidades do Litoral Paulista.
Durante as mobilizações promovidas em junho e julho, trabalhadores e trabalhadoras da RPBC, UTE Euzébio Rocha, UTGCA, TEBAR, Alemoa e Pilões reforçaram a necessidade de valorização das carreiras, correção das desigualdades e estabelecimento de critérios claros para promoções e progressões.
Apesar das diferenças de avaliação e estratégia em outras pautas, FNP e FUP convergem na defesa de um novo plano e na cobrança para que a Petrobrás responda à proposta unitária construída pelas representações dos trabalhadores.
O Sindipetro-LP acompanhará os encaminhamentos da reunião de 16 de julho e seguirá preparando sua base para ampliar a mobilização caso a empresa continue adiando as negociações.
A categoria exige um plano único, justo e transparente, que valorize quem constrói diariamente os resultados da Petrobrás e garanta perspectivas reais de desenvolvimento profissional para todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema.
